Le Corbusier: Five Points of New Architecture

Le Corbusier.
Charles-Édouard Jeanneret-Grise, mais conhecido como Le Corbusier, foi um arquiteto, urbanista, designer, escritor e também pintor suíço. Ele integra o leque dos principais arquitetos do século 20, junto com Frank Lloyd Wright, Alvar Aalto, Mies van der Rohe e o brasileiro Oscar Niemeyer. Morreu em 1965 aos 78 anos de idade.
Charles-Édouard tornou-se cidadão Francês aos 30 anos e foi pioneiro em estudos em design avançado para melhorias nas condições de moradias em cidades superlotadas. Suas construções se expandem desde a Europa Cental, India, Russia, America do Sul e do Norte, onde se destacou também por ser um exímio planejador urbanista, escultor e moderno designer de mobílias.
Le Corbusier estudou em Budapeste e em Paris; formou-se na La-Chaux-de-Fonds Art School e seu professor de arquitetura foi René Chapallaz, que provocou grande influencia nas primeiras casas construídas pelo arquiteto. Em 1907, viajou para Paris, onde começou a trabalhar no escritório de Auguste Perret, pioneiro no uso do concreto armado. Três a quatro anos depois trabalhou próximo a Berlin para o renomado arquiteto Peter Behrens, quando conheceu Mies van der Rohe and Walter Gropius.

De 1914 a 1915, Corbusier projetou a Dom-ino House, resultado da aplicação de modernas técnicas através de estudos teóricos do arquiteto, desenvolvidas em sua volta para a Suíça durante o cessar da Primeira Guerra Mundial. Na mesma época conheceu o artista Cubista Amédée Ozenfant, que encorajou o arquiteto a praticar a arte da pintura. Em 1920, adaptou o pseudônimo Le Corbusier, em homenagem ao seu avô “Lecorbésier“.
Em 1923, escreveu uma de suas principais obras literárias “Vers une architecture”, fruto de sua viagem pela Grécia e Turquia.

Centro Le Corbusier em Zürich-Seefeld.
Entre 1922 e 1927, juntamente com seu primo e sócio Pierre Jeanneret projetaram muitas das casas privadas de clientes em Paris, como a Villa Lipschitz, Villa Savoye, Maison Cook, Maison Planeix, Maison La Roche, entre outras.

The Open Hand Monument (O Munumento da Mão Aberta) em Chandigarh, India.

National Museum of Western Art em Tóquio.
Em 27 de agosto de 1965, Charles foi banhar-se no Oceano Mediterrâneo, em Roquebrune-Cap-Martin na França. Vítima de afogamento, seu corpo foi encontrado por banhistas nas primeiras horas da manhã daquele dia. Após sua morte, várias importantes personalidades mundiais expressaram suas condolências, como Salvador Dali e o então Presidente dos Estados Unidos Lyndon B. Jhonson, que disse: “His influence was universal and his works are invested with a permanent quality possessed by those of very few artists in our history“.
Outra grande conquista de Le Corbusier foram os Cinco Pontos da Nova Arquitetura, que são o resultado de pesquisas em parceria com seu primo Pierre Jeanneret, com o qual trabalhou durante grande parte de sua vida. A conclusão do trabalho foi publicado em 1926 na revista francesa L’Esprit Nouveau. Alguns dos pontos estudados aparecem anteriormente a pesquisa na Casa Cook, contudo, é na Villa Garches e na Villa Savoye que os elementos são utilizados de forma mais expressiva:
1. Planta Livre: através de uma estrutura independente, permite a livre locação das paredes, já que estas não exercem mais a função estrutural;
2. Fachada Livre: igual à independência da estrutura, a fachada pode ser projetada sem impedimentos;
3. Pilotis: pilares que elevam o prédio do chão, que permitem o transito por debaixo do mesmo;
4. Terraço Jardim: recuperação do espaço ocupado pela edificação, transferindo-o para cima do prédio na forma de jardim;
5. Janelas em Banda: possibilita pela fachada livre permitem uma relação desimpedida com a paisagem.

Villa Savoye: um dos marcos de Le Corbusier.
O sucesso dos cinco pontos foi tão grande, que mais tarde se tornariam cânones da arquitetura moderna. No Brasil, o prédio do Ministério da Educação e Saúde Pública, de Lucio Costa e Oscar Niemeyer (sob consultoria de Le Corbusier), utiliza integralmente os cinco pontos arquitetônicos.







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