Coeur de Lion Magazine

Swine Flu Chic

Posted in Fierceness by Coeur de Lion Magazine on 09/05/2009

Dominante nas pautas tele jornalísticas, a famigerada Swine Flu (Gripe Suína), que já até mudaram o nome, agora é Influenza A, mas também atende por H1n1 e em alguns casos, dependendo do grau de alienação mexicana, é conhecida como hog flu, pig flu, pork flu, sausage flu e, por que não bacon flu.

Anti Flu Mask.

A primeira aparição da infectocontagiosa foi em 1930 e, espante-se, em um porco, que foi devidamente isolado, impedindo a transmissão da mesma. 79 anos depois, voltou a preocupar em abril deste ano as autoridades de saúde mundiais, desta vez no México. Até agora já somam quase 4 mil casos confirmados de pessoas que contraíram o vírus, espalhados por 29 países; desse total mais de mil casos pertencem ao México, que já contabilizou cerca de 45 mortes. Nos EUA foram registradas duas mortes pelo vírus, contra apenas uma no Canadá.

No Brasil, é claro, a variante Porcina já chegou, totalizando até agora seis casos confirmados entre dezenas de suspeitas.

Fashion Swine Flu Masks by Yoriko Yoshida.

Segundo a OMS existe sim uma cura e os potenciais suspeitos, que estiveram no México (sabe lá porque) ou que entraram em contato com infectados e, portanto constatem os mesmos sintomas de uma gripe forte devem procurar informações e serviço médico urgentemente. A prevenção é simples: não vá para o México, mas também ter rotinas saudáveis, como lavar muito bem as mãos, não espirar escandalosamente em público e não ir para o México, como já foi dito (afinal, fazer o que no México?), são medidas eficazes.

Fashion-Swine-Flu-Mask2

Fashion Swine Flu Masks by Yoriko Yoshida.

A face desta pseudo-epidemia-manchete já está marcada pelo uso de máscaras cirúrgicas, que, diga-se de passagem, não servem para nada. O uso das mesmas não impede que o indivíduo contraia o vírus. O único meio de estar livre da Bacon Flu é usando máscara de gás, que também, diga-se de passagem, não é nada usual ou acessível.

Contudo, se você faz uso destas máscaras de cirurgiões e está cansado da sem sal cor branca das mesmas, designers do mundo inteiro sentem o oposto: a oportunidade de inovar, ironizar e usar esta preocupante realidade como fonte de criatividade e um meio lucrativo. No Japão é comum ver pessoas usando máscaras, mesmo em tempos “saudáveis”, pois lá é um gesto consciente e de respeito perante outrem, quando se está gripado ou portando algum vírus contagioso.

Fashion-Swine-Flu-Mask3

Portando, customizar máscaras está virando tendência, o que prova a capacidade de inovar mesmo em tempos difíceis.

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Uma resposta

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  1. Edilson Diniz said, on 18/07/2009 at 5:02 PM

    INFLUENZA, NECESSÁRIA REFLEXÃO
    Seria surpreendente, caso fosse possível, tratar aqui, nessas poucas linhas, das diretrizes políticas e econômicas adotadas por cada um dos países após o estouro da última crise econômica mundial. Mas, diferentemente do tamanho da crise, o espaço aqui é pouco, e por isso parte desse texto será dedicado a questões diretamente relacionadas à forma com que alguns órgãos e a sociedade estão encarando determinadas questões provenientes do vírus influenza A (H1N1), popularmente conhecido como gripe suína.

    Então, vamos lá. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a pandemia de gripe de 2009 – inicialmente designada como gripe suína e em abril de 2009 como gripe A – é um surto global de uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México em meados do mês de março de 2009 e começou a se espalhar por vários países. Com isso, tornou-se comum entre os povos chamar a doença de gripe suína, sendo que os especialistas preferem denominá-la de influenza A (H1N1).

    Em decorrência disso, aqui no Brasil, nasceu uma grande controvérsia sobre as ações e postura do Ministério da Saúde e da grande maioria dos veículos de comunicação no trato do assunto. Tudo porque, em meados do mês de abril, o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou nota informando que o Brasil havia intensificado o monitoramento nos aeroportos para evitar a entrada de pessoas infectadas pelo vírus da gripe suína, nos vôos procedentes do México e dos Estados Unidos.

    Foi a partir dessa nota que a situação se complicou. Haja vista que enquanto parte da imprensa e da população viu na nota uma excessiva precaução, uma outra, também composta por integrantes do chamado quinto poder e por uma outra parte do povo brasileiro, ficou surpreendentemente preocupada com a possibilidade de possíveis consequências mais graves.

    Agora, passados três meses do primeiro pronunciamento do Temporão, a polêmica permanece, só que com traços diferentes, pois os números oficiais indicam a existência de centenas de brasileiros contaminados, alguns óbitos e a indicação de que o vírus H1N1 já circula livremente pelas bandas tupiniquins.

    A cada dia que passa a polêmica cresce, mas mantém seu contorno inicial. Principalmente porque a grande maioria dos “nossos” jornais, revistas e redes de TV´s continuam apenas divulgando as ações, linha e números apresentados pelo Ministério da Saúde brasileiro, sem nenhuma demonstração de aprovação, repúdio, contestação ou crítica à tal postura. Desta forma, cresce ainda mais as insatisfações dos que condenam a passividade evasiva dos considerados “formadores de opinião”.

    Assim sendo – por falta de informações mais concretas e abrangentes, além de orientações práticas e objetivas -, é que o povo brasileiro de uma forma geral, não está conseguindo debater o assunto com a calma e a profundidade que ele aparentemente requer e necessita. Apenas a “sociedade virtual”, composta em sua grande maioria por “blogueiros”, é que desde o início provoca a chama do debate que mantém acesa a luz da necessária reflexão sobre tão importante assunto.

    Em decorrência dos inúmeros e diários posicionamentos via internet, mesmo sendo alguns a favor e outros contra, sobre a postura e métodos do governo brasileiro e dos famosos veículos de comunicação, é que a “sociedade virtual” vem conseguindo tirar suas conclusões sobre como o povo deve se relacionar, conviver e se precaver dos possíveis males oriundos do H1N1.

    Enquanto isso acontece na virtualidade, os concretos jornais e TV´s continuam apenas divulgando frios números, sem nenhuma possibilidade de uma reflexão mais profunda ou formação de opinião que auxilie a grande massa de brasileiros na escolha da conduta correta frente a pandemia ou epidemia, seja lá a denominação que queiram dar, causada pela gripe suína. Resultado: parte da sociedade brasileira não está nem aí para a questão e outra vem apresentando perplexidade e medo.

    Tendo como base todos esses fatos e hábitos, é impossível alguém se furtar das seguintes interrogações: será tudo isso uma questão cultural, excesso de precaução ou falta de responsabilidade?

    EDILSON DINIZ – http://www.epmcomunicacao.blogspot.com


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