Coeur de Lion Magazine

Zaha Hadid’s Architecture Genius

Posted in Architecture by Coeur de Lion Magazine on 05/04/2009
Zaha Hadid

A arquiteta iraquiana Zaha Hadid.

Zaha Hadid – suspira – é uma fantástica arquiteta iraquiana, que ganhou atenção internacional com seus projetos ousados e ultramodernos, seguindo a linha deconstrutivista, que diz, basicamente: pire loucamente na prancheta!

Zaha se formou em Matemática pela Universidade Americana de Beirut, antes de estudar na Architectural Association School of Architecture em Londres. Depois de se graduar ela foi trabalhar com seu antigo professor de desenho, Rem Koolhaas no Office for Metropolitan Architecture (OMA), do qual se tornou parceira em 1977.

Hadid também lecionou em prestigiadas instituições em todo o mundo; ela ocupou a presidência da Kenzo Tange na Escola de Graduação de Design da Universidade de Harvard, a cadeira de presidente da Sullivan na Universidade de Illinois e da Escola de Arquitetura de Chicago; foi convidada para lecionar na Hochschule für Bildende Künste em Hamburgo, na Escola Knowlton de Arquitetura, na Universidade do Estado de Ohio, na Masters Studio da Univesidade de Columbia, em Nova York e na Escola de Arquitetura e Design de Yale. Além disso, ela tornou-se membro Honorária da Academia Americana de Artes e Letras. Atualmente Zaha é professora na Universidade de Artes Aplicadas de Viena na Áustria.

Zaha Hadid foi a primeira mulher a receber o prêmio Pritzkerde de Arquitetura.

Ganhadora de muitas competições internacionais, seus destaques são vários,  como, por exemplo, o The Peak Club em Hong Kong (1983) e o Cardiff Bay Opera House em Wales (1994). Em 2005, ela ganhou uma competição de design do novo Casino de Basel, na Suíça. Ao passo que, em 2004, Zaha Hadid foi a primeira mulher a receber o prêmio Pritzker Architecture, equivalente ao prêmio Nobel.

Em 2008, Zaha ficou na posição 69 no ranrking da Forbes das “100 mulhers mais poderosas do mundo“.

Alguns dos trabalhos de Zaha são conceituais, que incluem projetos já realizados, como o Chanel Mobile Art Pavilion (museu ambulante) em Tókio, Hong Kong, Nova York, Londres, Paris e Moscou (2006-2008). O Nuragic and Contemporary Art Museum em Cagliari, na Itália (2006), CMA CGM Tower em Marcelia, na França, Maggie’s Centre do Hospital Victoria, na Escócia. Outro projeto de Zaha que impressiona são as Dancing Towers para Dubai. Na verdade, são inúmeros os trabalhos da arquiteta ao redor do mundo, incluindo galerias, museus, teatros, parques e outros.

Zaha Hadid esteve no Brasil no meio do ano passado para promover sua parceria com uma grife brasileira – infelizmente, eu perdi essa -. O Melissa + Zaha Hadid é o primeiro sapato criado pela badalada arquiteta iraquiana, que reside em Londres. Uma réplica em três dimensões do modelo decora a fachada da Galeria Melissa, na rua Oscar Freire, em São Paulo.

Dubai Dancing Towers by Zaha Hadid

Dancing Towers: mega projeto para Dubai.

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Rem Koolhaas: Let’s Deconstruct?

Posted in Architecture by Coeur de Lion Magazine on 04/04/2009
McCormick Tribune Campus Center em Chicago.
McCormick Tribune Campus Center em Chicago.

Se você arquiteto desinformado não conhece Rem Koolhaas, aí vai uma dica: sabe a abertura do AutoCad 2008? A imagem daquela plataforma de trem arrojada, certamente impressionante, devido ao seu design futurista? Pois então, é dele.

Rem Koolhaas nasceu na Holanda, em 1944. É um Arquiteto, teórico arquitetônico, urbanista e professor de Desenho de Arquitetura e Urbanismo na Universidade de Harvard. Koolhaas se formou na Architectural Association School of Architecture em Londres e na Cornell University em Nova York. É fundador e presidente do Office for Metropolitan Architecture (OMA). Em 2005 foi um dos criadores da Volume Magazine, junto com Mark Wigley e Ole Bouman.

Biblioteca Central de Seattle.
Biblioteca Central de Seattle.

Em 2000 Rem Koolhaas ganhou o prêmio Pritzker Prize e em 2008 foi considerado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes no mundo.

O arquiteto Holandês Rem Koolhaas.
O arquiteto Holandês Rem Koolhaas.

Koolhaas ganhou fama não só por ser um magnífico projetista, mas também como jornalista. Publicou livros e manifestos, tais como Delirious New York (recomendo), S,M,L,XL e Project on the city.

Casa da Música em Portual, projetado por Rem.
Casa da Música em Portual, projetado por Rem.

Moda e Arquitetura,  podem parecer insolúveis a primeira vista, contudo, Koolhaas prova o contrário: casado com Miuccia Prada, foi ele quem projetou a moderníssima loja de sua esposa em Los Angeles. Caso você visite Beverly Hills, não deixe de conhecer esta obra-prima do design e do luxo; não precisa comprar nada, basta apreciar o inigualável interior da loja. Outras sedes da grife, como em Nova York, também foram projetadas pelo arquiteto, claro.

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Loja da Prada em Los Angeles.

Biblioteca Central de Seattle (USA), Architekturpreis Berlin (Alemanha), New York Theatre (USA), China Central Television (China), Casa da Música (Portugal), McCormick Tribune Campus Center (USA), Villa Dall’Ava (França), Kunsthal (Holanda) e a Embaixada dos Países Baixos (Alemanha) são algumas das obras de Rem, que é considerado um dos maiores arquitetos contemporâneos.

Rem foi convidado à projetar uma ilha artificial na borda oeste de Dubai. Batizada de WaterFront City, que terá 1310m x 1310m, capacitando 1,5 milhões de pessoas. O projeto promete se tornar um destaque na arquitetura mundial, sendo tão grande e tão densa quanto Manhattan. Dentre as edificações, será incluída uma excêntrica estrutura em aço e concreto semelhante a uma esfera, que terá 180 metros de diâmetro e deverá se localizar no extremo da ilha, que terá uso de residência, centro de convenções, hotel e outros. A cidade atende a conceitos de sustentabilidade, como o alinhamento dos prédios, arborização planejada e indicações contextuais que incentivam as pessoas a andarem à pé.

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Maquete eletrônica da ilha artificial WaterFront City.
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Foto computadorizada de como será a cidade futurista em Dubai.

Koolhaas segue a linha deconstrutivista – outra de minhas grandes paixões dentro da arquitetura contemporânea – e produz com audácia, inovação e precisão seus geniais trabalhos.

Casa da Música em Portual, projetado por Rem.
Sede da CCTV na China.

Dubai está, literalmente, afundando?

Posted in Architecture by Coeur de Lion Magazine on 30/03/2009

“A ilha artificial Palm Jumeirah, um dos marcos de empreendimentos imobiliários em Dubai estaria afundando e, quando se abrem as torneiras nos hotéis construídos sobre ela, só saem baratas”.  É o que disse o New York Times a respeito dos rumores sobre a crise que vem se instalando na cidade.

Arquipélago artificial construído na costa de Dubai de propriedade do Sheikh Mohammed Bin Rashed al Maktoum.

Arquipélago artificial construído na costa de Dubai de propriedade do Sheikh Mohammed Bin Rashed.

A temida crise financeira mundial já chegou no Oriente Médio e não poupou a suntuosa Dubai, famosa dentro dos sete Emirados Árabes como uma cidade futurista, cheia de arranha-céus e largas avenidas. Hoje, como consequência da crise, milhares de trabalhadores estão perdendo seus empregos, que totalizam cerca de 90% da população local, que são em sua maioria estrangeiros.

Os jornais noticiaram que mais de 3 mil carros estão sendo abandonados no estacionamento do aeroporto da cidade, deixados na fuga de estrangeiros endividados, que, de fato, poderiam ser presos se não quitassem suas dívidas. Comenta-se que alguns até deixaram cartões de créditos estourados e bilhetes de desculpas presos com fita adesiva nos pára-brisa dos automóveis.

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Avenida de Dubai vazia, após fuga de endividados.

O governo declara que os números são bem menores do que os comentados, entretanto, existe um fundo cruel em toda essa verdade, pois sem trabalho, os estrangeiros desempregados perdem seus vistos e devem deixar o país em 1 mês. Com isso, diminuem-se os gastos e fazem baixar os preços das moradias em uma queda crescente, deixando partes de Dubai (que já foi saudada como a superpotência econômica do Oriente Médio) “vazias”, “fantasmagóricas”.

O governo ainda criou um projeto de lei sobre a mídia, que torna crime prejudicar a reputação ou a economia do país, punível com multas que podem chegar até US$ 272 mil. A ação parece ter congelado o noticiário sobre a crise. No mês passado, jornais locais publicaram que o governo estava cancelando cerca de 1.500 vistos de trabalhos por dia.

Segundo analistas, a crise nos Emirados não tem perspectiva de durar muito. O problema é que a capital Abu Dabi, rica em petróleo, até agora só ofereceu ajuda a seus próprios bancos, ignorando Dubai. Esperamos que o paraíso para os arquitetos não esteja no mesmo caminho que a, diga-se de passagem, bizarra, Palm Jumeirah caminha.

Fonte: NYTimes